Na Baía de Todos os Santos

Depois de quase 11 horas de viagem de Porto Segura à Salvador, com direito a muita chuva, chegamos aqui domingo à noite, com muito vento e mar agitado.  Ficamos a semana inteira na espera de melhores condições pra nossos mergulhos, e enquanto isso, aproveitamos para conhecer um pouco a cidade e já fazer o contato com as operadoras locais. Comprovando a fama hospitaleira do povo baiano, a galera da Dive Bahia nos recebeu de braços abertos e logo estávamos almoçando uma deliciosa comida caseira (coisa que não víamos há séculos), dando boas risadas e conhecendo um pouco mais sobre o mergulho em Salvador.

Ontem, finalmente, o tempo feio deixou lugar para um belo céu azul e mar um pouco mais calmo, embora ainda com um vento considerável que nos fez abortar os naufrágios Germânia/ Bretagne. Acompanhadas pelo pessoal da Dive Bahia nossos mergulhos foram dentro da Baía de Todos os Santos, saindo no estofo da maré vazante, quando a correnteza fica mais fraca ali. Depois de uns 30 minutinhos de navegação chegamos na Pedra da Caverna, uma pequena gruta que varia entre 18 e 24 metros de profundidade, onde são encontrados  muitos corais e esponjas, além de vários cardumes de peixes recifais como ciliares, frades, marmbás, jaguareçás, borboletas-listrados, cirurgões e também muitas moréias juvenis.

Ainda aproveitando as condições de maré propícias para os mergulhos na Baía, fomos em direção ao Quebramar Norte, um paredão que foi construído na entrada do Porto de Salvador, com o intuito de proteger as embarcações em dias de mar bravo. Nesse recife artificial observamos várias espécies de corais e esponjas, que fazem deste local um dos mais coloridos pontos de mergulho de Salvador.