Conhecendo João Pessoa na superfície

Nosso primeiro dia em João Pessoa foi de baixo d’água, mas infelizmente não da água salgada. A chuva não deu trégua nem por alguns minutos. Já tinha conversado com o Ismar, da operadora Mar Aberto, e ele tinha me adiantado que dificilmente conseguiríamos mergulhar. As condições realmente não estavam ajudando, e como já estamos no inverno, isso realmente era esperado. Os naufrágios dessa região estão bem mais próximo da costa do que os de Recife, por exemplo, então sofrem muita influência das águas que vem dos rios, e com essa quantidade de chuva a visibilidade estaria impraticável.

No dia seguinte o céu estava aberto, mas o vento não ajudou e infelizmente não conseguimos mesmo mergulhar. Depois de um passeio pelas praias da cidade, que é muito bonita e tranquila, e de ir até a Ponta do Seixas, extremo oriente das Américas, fomos conhecer a Mar Aberto e bater mais um papo com o Ismar – a operadora funciona ali há mais de 20 anos, e ninguém nos contaria melhor sobre o mergulho da Paraíba do que ele.

Apesar da cidade AINDA não ser um destino turístico para mergulho tão ‘desenvolvido’ quanto Recife e Natal, João Pessoa possui inúmeros excelentes pontos para a atividade. Além de muitas formações de corais, para todos os gostos e profundidades, variando de 3 a 30m, existem 3 naufrágios próximos da costa, que em períodos mais propícios, com certeza valem a visita: o Alice é um vapor brasileiro com 53m de comprimento e está a 12m de profundidade; o Alvarenga tem 20m de comprimento, está a 20m de profundidade e possui pontos de penetração na proa e popa; e o Queimado (Erie), vapor americano de 2 mil toneladas que afundou em 1973 após pegar fogo, está a 17m de profundidade e seus destroços medem cerca de 100m de comprimento por 15m de largura. Outros pontos e naufrágios um pouco mais afastados como o São Luis, Comandante Pessoa e Vapor Bahia, também podem ser visitados partindo de João Pessoa.

Nós, com certeza voltaremos no verão, para conferir esse lugar que tem tanto a oferecer.