Abrolhos – DAY 2

Nosso segundo dia começou agitado, no ritmo do mar. Logo depois do café da manhã, nos dirigimos para o primeiro ponto de mergulho, que seria o Naufrágio Guadiana, uma embarcação inglesa que transportava café e afundou em 1885 ao se chocar com um chapeirão.

Depois que o nosso guia caiu na água para amarrar a bóia e subiu decepcionado com a visibilidade no local, acabamos optando por mudar o planejamento e procurar mais sorte no Naufrágio Rosalina. O cargueiro italiano que transportava cimento e cerveja, se chocou e encalhou nos recifes do Parcel dos Abrolhos em 1955. Na maré baixa, a proa do navio pode aparecer na superfície, e a popa está a 20m de profundidade. O casco está praticamente íntegro e pode-se passar por baixo dele em dois pontos da proa. O cargueiro está partido no centro, onde estão as caldeiras e máquinas.*

Ali a visibilidade estava um pouco melhor, mas não passava de 7m. Nos 35 minutos de mergulho, pudemos fazer várias passagens, observar o hélice, o leme e as escadas do primeiro porão. O colorido dos corais é de tirar o fôlego e muitos budiões, frades e outros peixes habitam os arredores do naufrágio, completando o cenário incrível.

De volta à Ilha de Santa Bárbara, o segundo mergulho do dia foi no Costão do Farol e mais uma vez um espectáculo! Uma anêmona e uma lagosta foram as atracões a parte.

Para não esquecer como é pisar em terra firme, conseguimos uma autorização do Comando do Segundo Distrito Naval para desembarcamos na ilha Santa Bárbara e conhecermos o Farol que possui um alcance luminoso de 51 milhas náuticas, sendo o farol marítimo mais potente do mundo, só sendo ultrapassado em alcance, pelo farol aéreo de Tetuan (aeroporto de Sania Ranel) em Marrocos, com 54 milhas náuticas de alcance. O farol da Ilha Bárbara tem 22m de altura e foi construído em 1861 durante o reinado de D. Pedro II. Com a companhia do Cássio, faroleiro da Ilha, subimos no farol e pudemos ver o funcionamento do mesmo e também apreciar o lindo pôr do Sol no horizonte. Depois de muita conversa foi hora de voltarmos a bordo do Titan.

Para encerrar as atividades do dia, caímos na água para um noturno MARAVILHOSO! O destaque foi sem dúvida a quantidade impressionante de budiões-azuis descansando. Com o céu estrelado, a lua iluminando a água quente e a visibilidade melhorando bastante, a vontade era de ficar ali até amanhecer.

Depois de mais um jantar delicioso e muito papo, estava na hora de descansar para o último dia no Arquipélago.

* informações extraídas do site Naufrágios do Brasil, onde podem ser obtidos mais dados sobre o Guadiana e o Rosalina.



Comments

One response to “Abrolhos – DAY 2”

  1. Vera Azevedo Avatar
    Vera Azevedo

    Oi, pessoal. Júlia, continuo gostando muito do estilo de seus textos. Parabéns. Que lugar maravilhoso, não?

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